Bruno Palma, frei dominicano, sempre teve interesse pela poesia e, sobretudo, pela área da tradução, na qual é reconhecido por lidar com obras de Saint John Perse e François Cheng. Nesta coletânea de poemas, concebidos entre 1959 e 2012, o autor transmite de forma profunda sensações e aspectos de seu íntimo — da sua concha. Existe um cuidado para que o eu biográfico não passe por cima do eu lírico, o que resulta na composição de versos derivados de um processo de invenção captativa. É o tipo de poesia que encanta por sua sensibilidade, de forma leve, e vale a pena ser lida.
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Com-Arte Editora-Laboratório